AS PALAVRAS QUANDO TRANSFORMADAS EM FRASES ELAS TEM O PODER DE TOCAR NOSSOS CORAÇÕES, DE NOS DIVERTIR, DE NOS ENSINAR. FAÇA BOM APROVEITO DAS PALAVRAS.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Tudo bem, obrigado!
"Então, façamos um acordo – está tudo bem. A vida segue seu rumo. Num dia, a gente está chorando por não ter alguém, no seguinte, é a vez do alguém. Do outro. É a hora do troco. É o mundo girando.
Mas longe de mim querer desejar mal a quem um dia me fez bem, é que acredito veementemente nisso de “aqui se faz – aqui se paga”. E a vida, meu amigo, não aceita cartão de crédito. Não divide em três, cinco, doze vezes sem juros. Ela quer tudo à vista. Na lata.A gente se doa, se entrega, faz das tripas, picadinho de coração e acaba. Como se nunca houvesse existido. Como se agora, nós dois fossemos dois grandes desconhecidos que compartilham segredos íntimos. Em par. Cada um pro seu canto.Depois da linha de chegada cruzada, depois que o fiscal sacode a bandeira listrada que indica o final da corrida, só resta o pódio. O topo é sempre de quem solta o elástico. Quem deixa de sofrer primeiro. Quem nunca, talvez, sequer derramou uma lágrima.O segundo lugar, com toda certeza, é meu. Do que ficou catando as migalhas de pão. De atenção. Do coração espalhado por aí. Mas hoje acordei gostando um pouquinho mais de ditados populares. E, como bem diz um deles – “os últimos serão os primeiros”. O mundo giraO primeiro lugar, do dia para noite, perde pontos. Cai para terceiro. Como o segundo, agora, seria o novo primeiro, é hora de um novo alguém catar fichinhas. Catar coquinhos. Catar os caquinhos da cara de pau quebrada, pelo quarto lugar, que, até então, nem pontuava, mas chegou correndo de última hora.Então, façamos um acordo – está tudo bem. A vida segue seu rumo. Cada um para o seu canto. Sorrindo e cantando como se o mundo fosse, e, vai ver, de fato é, um grande ciclo. Um boomerang – “quem com ferro fere, com ferro será ferido”."
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Utópico ou platônico?
"Todos os dias, deito a cabeça no travesseiro e penso na vida. Aonde quero chegar. A quem quero pertencer. E como. Muito além dessa história de propriedade privada, todo mundo quer alguém para chamar de lar. Para pertencer. Fazer parte. Fazer planos. Uma vida. A dois. A três, com cachorro. A quatro, cinco, com filhos. Prefiro um menino. Menina dá mais trabalho. Não pega mal, não é, sei lá, utópico ou platônico querer ser querido. Querer alguém que te trate bem, ou, de repente, traga flores, um chocolate, um pedacinho de abraço. Um beijo de tirar o fôlego ou com gostinho de sushi com cream cheese. É, digamos, saudável sentir saudade, sentir vontade. Amar. E o melhor de tudo, ser amado de volta.
Na maioria das vezes, a gente se acostuma com algo que é só meio bom, achando que o bom inteiro não existe. Como se o príncipe encantado não fosse aparecer num cavalo branco, ou que a Rapunzel tivesse feito undercut e deixado as tranças de lado. Mas olha, ainda existem corações loucos para sentir calor. Se você é um deles, quem te garante que não exista um outro, assim, por aí, perdido para encontrar teu olhar? A vida sempre cuida das pessoas de bom coração."
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Imaginar, planejar, querer, realizar!
"E se, só de brincadeira, a gente tirasse os pensamentos da cabeça como quem tira compras de uma sacola, o que será que sairia? Da minha, com toda certeza, uma porção de preocupações. Mas, apesar disso, me imagino repetidas vezes arrancando de lá bilhões, zilhões, se é que essa quantidade existe, de sonhos. De todos os tamanhos, formas, de variadas cores, de todos os aspectos, em diversos âmbitos, em cada cantinho do mundo, para mim, para os outros, para o planeta inteiro, até para os dinossauros, que nem estão aqui, mais.
É que este que vos fala tem como passatempo, sonhar. Imaginar. Querer. Desejar. É tão bom gastar as horas dos dias planejando como gastar um milhão de reais ou como conquistar um. É tão gostoso imaginar quais viagens a gente gostaria de fazer, para onde será a nossa lua de mel, aonde gostaríamos de estar daqui a uns 10, 20, 50 anos.
Engraçado mesmo é quando, no meio de um pensamento, a gente sente um arrepio. Daqueles que percorrem o corpo. Que tiram todos os pelinhos do corpo da zona de conforto. Aquele sentimento podia ser, no fim das contas, só uma forma do universo dizer: "Calma. Vou fazer isso acontecer"... Mas, quem sabe não é? Quem diria que não? Vou fingir, pelo menos, que acredito. Vai que as coisas mudam. Acontecem. Na verdade, independente do arrepio, elas vão. Disso, eu tenho certeza. E para muito, mas muito mesmo, infinitamente, melhor."
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
O futuro é logo ali.
Sonho. Sonho mesmo. Muito, por sinal. Gasto as horas do meu dia, os dias da minha semana e cada segundo de intervalo, pensando no futuro. No que ainda está por vir. Sou o que chamam por aí de - sonhador profissional. Aquela criatura que precisa nadar, com todas as forças, contra a maré baixa que se instalou nos dias. Contra tudo que insiste em se estagnar, parar, não acontecer. Tudo que resolveu não vingar. Deposito, também, nas minhas sementes que lanço por aí, todos os dias, a esperança de que as árvores que ainda nem deram frutos, me alimentem, sobretudo a alma, amanhã ou depois, daqui a dois meses. Três anos. Levanto da cama, todo santo dia, porque o ontem não foi suficiente para realizar todas as minhas vontades. E, como não sou de ferro, porque me deixei cair em tentação esta madrugada: quis coisas novas. Coisas até já queridas antes, mas ainda assim, não realizadas. Talvez, este seja o mistério pelo qual ainda vivemos: queremos, a cada amanhecer, uma porção ainda maior de coisas do que as queridas no dia que passou. E enquanto realizamos alguns sonhos, sonhamos mais. A roda não para. Também, do que vale viver se não for para sonhar/alcançar?
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Portanto...
Eu era um otário, acho importante começar esclarecendo isso. A minha vida toda eu aceitei e reclamei de tudo que me foi dado. Odiava o sol por fazer calor, a chuva por molhar e o inverno por fazer frio. Nunca, em toda a minha existência, me permiti, me bastei. Sempre me levei, me empurrei com a barriga, fiz o que deu, o que dava, como dava. Nunca me levei a sério. Nunca me amei, a verdade é essa. Mas, um belo dia, você apenas se cansa. Relembra quantas pessoas entraram e saíram da tua vida, quantas pessoas te marcaram e te deixaram marcas, você lembra de todo aquele shopping center que foi seu coração... compra, troca, vende, entra, sai, conserta, arruma, faz promoção, liquidação, renovação de estoque, enfeita, perfuma, limpa, arruma de novo. De todas as pessoas que entraram e saíram da minha vida, a que eu menos dei importância, a que eu menos valorizei ou dei atenção foi a única que sempre esteve ao meu lado e nunca desistiu de mim, por mais que eu já tenha desistido dela, diversas vezes. A única pessoa que nunca me abandona, sou eu.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Amanhecer.
Hoje queria abrir a porta da rua do meu corpo e ir embora. Assim, sem mala, sem cuia, sem nada. Sem olhar pra trás, batendo com as solas dos sapatos para não levar nem poeira. Hoje não queria mais a minha história, a nossa história, nem as minhas meias verdades, as mentiras inteiras, as dolorosas fantasias e os sonhos não realizados. Hoje eu queria dormir na estrada e acordar na chegada. Chegada numa morada nova, onde haja, sobretudo, felicidade. Hoje queria não ter acordado com saudade de você, como prometi pra mim mesmo ontem, antes de dormir, que faria. Queria não ter lembrado por, pelo menos uma vez, a cada hora ou em cada foto, em cada casal apaixonado ou declaração de amor, que eles, os ridículos, passaram o dia exibindo para o mundo. Às vezes, é tarde demais para te descontar tudo que ensinei sobre mim. Tudo que eu te ajudei a descobrir sobre como me fazer sorrir. Como me fazer feliz. Para ser sincero, nunca é possível passar uma borracha ou cobrir a tatuagem com teu nome no meu peito. Em minha pele. Mas, apesar de tudo que hoje pesa, o amanhã ainda é sempre um dia diferente. Um novo amanhecer. Uma nova realidade. Uma nova possibilidade de inventar ou escrever o final dessa minha história. Outro clímax. Mais um capítulo. Te juro hoje, assim como ontem, que vou te esquecer qualquer dia desses. Que não vou me lembrar de pensar em você. E vou, diferente do passado, ser feliz. Por completo. Regenerado das partes que você roubou de mim. E faça bom proveito. Esse peito é como fênix. Queima, mas renasce das cinzas. E as cicatrizes vão desaparecer com o tempo. Mas, mesmo que fiquem, nem elas vão me lembrar você.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
[...]
Tem que ser hoje. Amanhã pode ser tarde demais. Então, tome coragem e vá até lá. Elogie o cabelo, comente do vestido, faça-a sorrir e depois a chame para dançar. Não se esqueça da mão firme na cintura e de perguntar do perfume. Faça-a sorrir novamente. E mais uma vez. E mais outra. E para o resto da noite. E para o resto da vida. Dê o seu melhor. Mulheres como ela não costumam ficar sozinhas por muito tempo. Conquiste-a nesta noite ou lamente para sempre. Mostre confiança. Lembre-se: ela pode ter qualquer homem da festa e, só vai te escolher, se você provar que tem algo especial. Seja verdadeiro. Demonstre atenção ao ouvi-la. Dance mais uma música. E mais outra. E o resto da noite. E o resto da vida. Não entregue todas as cartas de uma vez. Ela não precisa saber que você nunca beijou uma boca tão linda, embora seja verdade. Não demonstre pressa. Não faça parecer que ela é só mais uma tentativa da noite. Não diga que é diferente. Faça-a perceber. Não seja ansioso. Olhe-a nos olhos. Elogie o olhar. Não precisa ser tão formal e nem tão idiota. Seja divertido. Não seja igual a todos os outros. Seja você. Continue confiante. Sempre confiante. Ela precisa perceber que você sabe muito bem o que quer. Deixe-a curtir um pouco da noite com as amigas. Respeite o espaço dela. Durante toda a noite. Durante toda a vida. Seja sincero. Não seja meloso. Não diga que está apaixonado ainda, embora talvez esteja. Eu, no seu lugar, já estaria. Diga o quanto ela é especial. Ela é muito especial. Trate-a como tal. Conquiste o direito de revê-la outro dia. Não se precipite querendo o primeiro beijo. Você vai saber quando ela quiser ser beijada. É ela quem vai escolher este momento, não você. E quando essa hora chegar faça melhor do que todos os outros beijos da sua vida. Provoque saudade. Faça-a querer mais. Em outras noites. Em outras vidas. Você não pode perder essa chance. Acredite em você. É hora do show. Vá agora! Eu já te disse todos os passos, agora é só executar. Boa sorte! Se der certo, você será grato a mim eternamente. Se der errado, vai se sentir bem por não ter sido um covarde. E, por falar em covardia, acho melhor eu ir embora da festa.
sábado, 20 de junho de 2015
Embarcações e relações onde causam emoções.
Muitas pessoas adoram relações estilo lancha, jet ski. Não condeno, acho que é uma fase natural na vida de todo mundo. Tem seu lado positivo, mas geralmente são a curto prazo. São ótimas para quem está para baixo, quer fortes emoções, levantar a auto estima... Entretanto, são relações que ficam apenas na superfície da água. A característica dessas embarcações é o exemplo disso: pouco calado (profundidade abaixo d´água) e alta velocidade. Passeios de lancha são tão rápidos que mal dá para aproveitar. Quando se percebe, já chegou ao destino final. O Jet ski promove altas emoções, mas não chega a lugar nenhum, não permite nem conversar (pelo barulho). É só emoção, alta emoção! Não tem sequer uma cabine, um lugar para se recolher. Sua única funcionalidade é quando está em movimento. É como uma relação que só funciona enquanto lhe tira o fôlego, enquanto o coração palpita loucamente, uma grande paixão. Assim como ninguém passa a vida em cima de um jet ski, uma relação baseada nesses princípios não se eterniza. A fase lancha é um pouco melhor, mas mesmo assim é efêmera demais. Permite um pouco de conversa, entretanto, aos gritos pelo barulho do motor.
Difícil mesmo é encarar uma relação estilo veleiro. O primeiro passeio pode ser rápido (mesmo assim, será infinitamente mais lento que um passeio de lancha), mas com o tempo e o aumento da confiança, podem-se passar alguns dias no mar. Dormindo a acordando, administrando ventos, locais diferentes (mais ou menos apropriados) para ancorar. Desfrutando do dia, da noite, do calor, do frio... Para uma relação dessas é preciso amadurecer cada detalhe, escolher o veleiro mais apropriado, escolher a rota, administrar uma eventual tempestade, sabendo que o fim da viagem não acontece de uma hora para a outra. Quando está no meio do mar, pode levar dias e até meses até chegar em terra firme. É preciso de muita serenidade para manter o prumo e focar no destino final, respeitando o tempo e as vontades da natureza.
Tem gente que foge de relações estilo veleiro a vida inteira. Inventam novos e novos passeios de lancha e de jet ski, mudam o modelo das embarcações, mas não saem disso... Embarcar numa viagem de veleiro requer planejamento, pois ela costuma ser mais longa. É preciso planejar o que comer, levar roupas, escolher a rota, analisar o vento. Ou seja, dá trabalho! Muita gente acha isso perda de tempo. Prefere viajar de avião, lancha, jet ski e foge da consumição, do planejamento e do trabalho.
O que jogam para o universo é aquilo que recebem. Tem gente que diz querer uma relação à vela e, no entanto só investe em relações tipo lancha ou jet ski... Assim fica difícil...!! Se você está solteiro e anda se questionando o porquê, pense nisso!
quarta-feira, 22 de abril de 2015
E no fim, seu sim será a batida do meu coração.
Aquele boa noite com uma puxada pela cintura trazendo seu corpo pra perto, sentindo pele na pele o corpo quente que, por um breve momento, parece parar no tempo quando os olhos se encontram logo antes daquele beijo ardente que parece não ter fim. As mãos sobem como se tivessem vida própria, uma por baixo dos seus cabelos e a outra... bom, essa segue mais ao sul por baixo da camisa. A vontade é arrancar tudo e te jogar contra a parede, mas isso não teria graça. Quero assistir, com visão privilegiada, seus olhos fechados e a boca levemente aberta mas sem produzir nenhum som, enquanto por trás da sua pálpebra o filme já está muito além do que acontece ali. Eu não sei onde essa história termina, existe um mundo de possibilidades. Não sei se vamos pra cama, pro sofá, pro chuveiro. Dos muitos lugares que quero te levar, eu só penso te levar a loucura. E nós dois sabemos que, na verdade, esse é só o começo da nossa noite.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Pico do olho D'água
Eu não quero encontrar a pessoa certa. Não mesmo. Quero que ela seja errada, que venha na hora errada, que entre pela janela ao invés da porta, que chegue em uma data qualquer e sem aviso prévio. Que venha despreparada ou chegue atrasada, mas que, aos poucos, não queira partir, não consiga ir embora. Não quero que me ame assim que me veja, talvez até que não vá com a minha cara, que me ache antiquado, mas que entenda que gostar ou não de alguém é algo que só depende da convivência e de se permitir conhecer o outro. Não quero que ela veja minhas qualidades de pronto, nem que me ache incrível no primeiro encontro caso eu lhe arranque alguns suspiros. Não quero. Quero é que descubra aos poucos o melhor de mim. Quero é alguém a quem eu não queira resistir, mesmo com todas as coisas erradas e certas que ela possa ter. Não quero que seja super interessante, quero que tenha manias, erros e tudo que a torne antes de tudo única. Não quero a pessoa certa. Quero a pessoa que entenda a minha racionalidade, e não siga os padrões da sociedade. Aí sim, saberei que estou com alguém de verdade.
_JoItalo
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