quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sussurros na porta do ouvido.

Tem dias que a vontade de te ver e de ti ter é tanta que se  fosse tão fácil como dizer eu correria rumo aos teus braços que insistem em viver longe do meu aconchego. Não sei se já te disse, mas eu não sei lidar bem com a saudade. Porque quando ela começa a pesar, dói muito. É que não é só o meu coração que te deseja a todo instante; meu corpo todo sente essa vontade.  E então, só de imaginar o teu beijo, os batimentos aceleram. Só de lembrar do teu cheiro, a minha respiração torna-se ofegante e, ao imaginar meu corpo tocando cada centímetro do teu, tudo aqui dentro esquenta. E arde. E queima. É um aumento de temperatura que só você tem o poder de controlar. 

Porque com o nosso amor eu aprendi que estar perto não tem nada ver com estar presente. Mas amor, para ser amor mesmo, às vezes também precisa ser corpo, além da alma. Precisa entrelaçar os dedos como se fosse fazer um laço. Precisa abraçar por trás garantindo segurança. Precisa se declarar pelos olhos. E pelo corpo. Com roupa ou sem. Com toques e chupões. Com arranhões e gemidos. Precisa de sussurros na porta do ouvido que garantam intensos arrepios. Precisa de mim e de você cara a cara; garantindo que o que a tela nos proporciona é ainda mais belo naturalmente. Sem conexões, sem pixels; só nós. É, não é fácil. As dificuldades é o castigo que separa alguns amores que insistem em sobreviver. Porque amor difícil, apesar de ser doído e dolorido, é um dos mais fortes e pacientes que existem. E outra coisa que eu aprendi com esse amor é que cultivar paciência é melhor do que perdê-la. Porque no fim das contas, quando a gente se encontrar, tudo irá  ter valido a pena. E tudo será paz, reciprocidade e prazer. E então a felicidade existe. E a alegria invade. E nossas almas se encontram. E as forças se renovam. Então vamos continuar com calmaria, sendo pacientes que já já a gente se encontra. E faz aquele amor gostoso. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Tudo bem, obrigado!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Utópico ou platônico?

"Todos os dias, deito a cabeça no travesseiro e penso na vida. Aonde quero chegar. A quem quero pertencer. E como. Muito além dessa história de propriedade privada, todo mundo quer alguém para chamar de lar. Para pertencer. Fazer parte. Fazer planos. Uma vida. A dois. A três, com cachorro. A quatro, cinco, com filhos. Prefiro um menino. Menina dá mais trabalho. Não pega mal, não é, sei lá, utópico ou platônico querer ser querido. Querer alguém que te trate bem, ou, de repente, traga flores, um chocolate, um pedacinho de abraço. Um beijo de tirar o fôlego ou com gostinho de sushi com cream cheese. É, digamos, saudável sentir saudade, sentir vontade. Amar. E o melhor de tudo, ser amado de volta.
Na maioria das vezes, a gente se acostuma com algo que é só meio bom, achando que o bom inteiro não existe. Como se o príncipe encantado não fosse aparecer num cavalo branco, ou que a Rapunzel tivesse feito undercut e deixado as tranças de lado. Mas olha, ainda existem corações loucos para sentir calor. Se você é um deles, quem te garante que não exista um outro, assim, por aí, perdido para encontrar teu olhar? A vida sempre cuida das pessoas de bom coração."

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Imaginar, planejar, querer, realizar!

"E se, só de brincadeira, a gente tirasse os pensamentos da cabeça como quem tira compras de uma sacola, o que será que sairia? Da minha, com toda certeza, uma porção de preocupações. Mas, apesar disso, me imagino repetidas vezes arrancando de lá bilhões, zilhões, se é que essa quantidade existe, de sonhos. De todos os tamanhos, formas, de variadas cores, de todos os aspectos, em diversos âmbitos, em cada cantinho do mundo, para mim, para os outros, para o planeta inteiro, até para os dinossauros, que nem estão aqui, mais.

É que este que vos fala tem como passatempo, sonhar. Imaginar. Querer. Desejar. É tão bom gastar as horas dos dias planejando como gastar um milhão de reais ou como conquistar um. É tão gostoso imaginar quais viagens a gente gostaria de fazer, para onde será a nossa lua de mel, aonde gostaríamos de estar daqui a uns 10, 20, 50 anos.

Engraçado mesmo é quando, no meio de um pensamento, a gente sente um arrepio. Daqueles que percorrem o corpo. Que tiram todos os pelinhos do corpo da zona de conforto. Aquele sentimento podia ser, no fim das contas, só uma forma do universo dizer: "Calma. Vou fazer isso acontecer"... Mas, quem sabe não é? Quem diria que não? Vou fingir, pelo menos, que acredito. Vai que as coisas mudam. Acontecem. Na verdade, independente do arrepio, elas vão. Disso, eu tenho certeza. E para muito, mas muito mesmo, infinitamente, melhor." 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O futuro é logo ali.

Sonho. Sonho mesmo. Muito, por sinal. Gasto as horas do meu dia, os dias da minha semana e cada segundo de intervalo, pensando no futuro. No que ainda está por vir. Sou o que chamam por aí de - sonhador profissional. Aquela criatura que precisa nadar, com todas as forças, contra a maré baixa que se instalou nos dias. Contra tudo que insiste em se estagnar, parar, não acontecer. Tudo que resolveu não vingar. Deposito, também, nas minhas sementes que lanço por aí, todos os dias, a esperança de que as árvores que ainda nem deram frutos, me alimentem, sobretudo a alma, amanhã ou depois, daqui a dois meses. Três anos. Levanto da cama, todo santo dia, porque o ontem não foi suficiente para realizar todas as minhas vontades. E, como não sou de ferro, porque me deixei cair em tentação esta madrugada: quis coisas novas. Coisas até já queridas antes, mas ainda assim, não realizadas. Talvez, este seja o mistério pelo qual ainda vivemos: queremos, a cada amanhecer, uma porção ainda maior de coisas do que as queridas no dia que passou. E enquanto realizamos alguns sonhos, sonhamos mais. A roda não para. Também, do que vale viver se não for para sonhar/alcançar? 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Portanto...

Eu era um otário, acho importante começar esclarecendo isso. A minha vida toda eu aceitei e reclamei de tudo que me foi dado. Odiava o sol por fazer calor, a chuva por molhar e o inverno por fazer frio. Nunca, em toda a minha existência, me permiti, me bastei. Sempre me levei, me empurrei com a barriga, fiz o que deu, o que dava, como dava. Nunca me levei a sério. Nunca me amei, a verdade é essa. Mas, um belo dia, você apenas se cansa. Relembra quantas pessoas entraram e saíram da tua vida, quantas pessoas te marcaram e te deixaram marcas, você lembra de todo aquele shopping center que foi seu coração... compra, troca, vende, entra, sai, conserta, arruma, faz promoção, liquidação, renovação de estoque, enfeita, perfuma, limpa, arruma de novo. De todas as pessoas que entraram e saíram da minha vida, a que eu menos dei importância, a que eu menos valorizei ou dei atenção foi a única que sempre esteve ao meu lado e nunca desistiu de mim, por mais que eu já tenha desistido dela, diversas vezes. A única pessoa que nunca me abandona, sou eu.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Amanhecer.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

[...]

sábado, 20 de junho de 2015

Embarcações e relações onde causam emoções.


Muitas pessoas adoram relações estilo lancha, jet ski. Não condeno, acho que é uma fase natural na vida de todo mundo. Tem seu lado positivo, mas geralmente são a curto prazo. São ótimas para quem está para baixo, quer fortes emoções, levantar a auto estima... Entretanto, são relações que ficam apenas na superfície da água. A característica dessas embarcações é o exemplo disso: pouco calado (profundidade abaixo d´água) e alta velocidade. Passeios de lancha são tão rápidos que mal dá para aproveitar. Quando se percebe, já chegou ao destino final. O Jet ski promove altas emoções, mas não chega a lugar nenhum, não permite nem conversar (pelo barulho). É só emoção, alta emoção! Não tem sequer uma cabine, um lugar para se recolher. Sua única funcionalidade é quando está em movimento. É como uma relação que só funciona enquanto lhe tira o fôlego, enquanto o coração palpita loucamente, uma grande paixão. Assim como ninguém passa a vida em cima de um jet ski, uma relação baseada nesses princípios  não se eterniza. A fase lancha é um pouco melhor, mas mesmo assim é efêmera demais. Permite um pouco de conversa, entretanto, aos gritos pelo barulho do motor.

Difícil mesmo é encarar uma relação estilo veleiro. O primeiro passeio pode ser rápido (mesmo assim, será infinitamente mais lento que um passeio de lancha), mas com o tempo e o aumento da confiança, podem-se passar alguns dias no mar. Dormindo a acordando, administrando ventos, locais diferentes (mais ou menos apropriados) para ancorar. Desfrutando do dia, da noite, do calor, do frio... Para uma relação dessas é preciso amadurecer cada detalhe, escolher o veleiro mais apropriado, escolher a rota, administrar uma eventual tempestade, sabendo que o fim da viagem não acontece de uma hora para a outra. Quando está no meio do mar, pode levar dias e até meses até chegar em terra firme. É preciso de muita serenidade para manter o prumo e focar no destino final, respeitando o tempo e as vontades da natureza.

Tem gente que foge de relações estilo veleiro a vida inteira. Inventam novos e novos passeios de lancha e de jet ski, mudam o modelo das embarcações, mas não saem disso... Embarcar numa viagem de veleiro requer planejamento, pois ela costuma ser mais longa. É preciso planejar o que comer, levar roupas, escolher a rota, analisar o vento. Ou seja, dá trabalho! Muita gente acha isso perda de tempo. Prefere viajar de avião, lancha, jet ski e foge da consumição, do planejamento e do trabalho.

O que jogam para o universo é aquilo que recebem. Tem gente que diz querer uma relação à vela e, no entanto só investe em relações tipo lancha ou jet ski... Assim fica difícil...!! Se você está solteiro e anda se questionando o porquê, pense nisso! 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

E no fim, seu sim será a batida do meu coração.






Aquele boa noite com uma puxada pela cintura trazendo seu corpo pra perto, sentindo pele na pele o corpo quente que, por um breve momento, parece parar no tempo quando os olhos se encontram logo antes daquele beijo ardente que parece não ter fim. As mãos sobem como se tivessem vida própria, uma por baixo dos seus cabelos e a outra... bom, essa segue mais ao sul por baixo da camisa. A vontade é arrancar tudo e te jogar contra a parede, mas isso não teria graça. Quero assistir, com visão privilegiada, seus olhos fechados e a boca levemente aberta mas sem produzir nenhum som, enquanto por trás da sua pálpebra o filme já está muito além do que acontece ali. Eu não sei onde essa história termina, existe um mundo de possibilidades. Não sei se vamos pra cama, pro sofá, pro chuveiro. Dos muitos lugares que quero te levar, eu só penso te levar a loucura. E nós dois sabemos que, na verdade, esse é só o começo da nossa noite.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Pico do olho D'água


Eu não quero encontrar a pessoa certa. Não mesmo. Quero que ela seja errada, que venha na hora errada, que entre pela janela ao invés da porta, que chegue em uma data qualquer e sem aviso prévio. Que venha despreparada ou chegue atrasada, mas que, aos poucos, não queira partir, não consiga ir embora. Não quero que me ame assim que me veja, talvez até que não vá com a minha cara, que me ache antiquado, mas que entenda que gostar ou não de alguém é algo que só depende da convivência e de se permitir conhecer o outro. Não quero que ela veja minhas qualidades de pronto, nem que me ache incrível no primeiro encontro caso eu lhe arranque alguns suspiros. Não quero. Quero é que descubra aos poucos o melhor de mim. Quero é alguém a quem eu não queira resistir, mesmo com todas as coisas erradas e certas que ela possa ter. Não quero que seja super interessante, quero que tenha manias, erros e tudo que a torne antes de tudo única. Não quero a pessoa certa. Quero a pessoa que entenda a minha racionalidade, e não siga os padrões da sociedade. Aí sim, saberei que estou com alguém de verdade.

_JoItalo