terça-feira, 1 de março de 2016

Sonhos são como pássaros. Apenas voam se estiverem livres.

Viver é a arte de sonhar. Mas de nada servem as nuvens se você não transformá-las em um caminho. Como os pássaros, precisam da liberdade para voar. Senão, existem apenas no vazio. Sem a liberdade de errar. De se arriscar. Sem a liberdade de existir. Sonhos criados em gaiolas nunca voam. Por quê? Porque eles simplesmente não existem. É preciso colocá-los para fora. Desde um leve "eu te amo" até os mais árduos caminhos. Desde os mais sinceros desejos até ousados desafios. Arrisque-se. Uma vida sem sonhos não vale a pena ser vivida. Mas sonhos, sem ação, nunca se materializam. Permita-se ser livre. Errar e recomeçar. Redescobrir-se. Pássaros podem até cantar. Mas apenas voam quando são livres.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

O acaso mais lindo.

Nós nos conhecemos em um desses acasos bonitos quando duas vidas se esbarram e dois corações se gostam. Eu quis te desvendar aos poucos como quem lê um livro devagar porque não quer acabar cedo demais. Quis conhecer cada curva do seu corpo, cada pintinha escondida. Quis saber quais palavras sujas você diria no meu ouvido enquanto descobre cada pedacinho meu corpo.
Eu quero principalmente saber quais são os seus defeitos e ver o quão bonitinha você deve ser com ciúme. Quero te ver brava com todas as injustiças desse mundo cruel e fazer carinho atrás da sua orelha quando a única coisa que você quer é um pouco de amor antes de dormir.
Não quero joguinhos, amor. Quero um sim ou um não. Quero sexo a noite inteira, mãos dadas e bilhetinhos apaixonados. E eu quero com você. Quero amar você. Quero que esteja disposta a enfrentar os dias ruins comigo.
Quero que sinta minha falta e fique louca pra me encontrar de novo. Quero ver seu sorriso se iluminar quando me ver e perceber como minha risada é mais gostosa e sincera quando é você quem me faz rir.

Também quero tardes com nossos amigos, nossas famílias e brincar com os nosso filhos. Quero dias só nossos, vendo o pôr do sol sentados na grama fresca e sentindo que o tempo não existe mais. Seremos só nós dizendo “eu te amo” com os olhos e com a boca, principalmente com a boca.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sussurros na porta do ouvido.

Tem dias que a vontade de te ver e de ti ter é tanta que se  fosse tão fácil como dizer eu correria rumo aos teus braços que insistem em viver longe do meu aconchego. Não sei se já te disse, mas eu não sei lidar bem com a saudade. Porque quando ela começa a pesar, dói muito. É que não é só o meu coração que te deseja a todo instante; meu corpo todo sente essa vontade.  E então, só de imaginar o teu beijo, os batimentos aceleram. Só de lembrar do teu cheiro, a minha respiração torna-se ofegante e, ao imaginar meu corpo tocando cada centímetro do teu, tudo aqui dentro esquenta. E arde. E queima. É um aumento de temperatura que só você tem o poder de controlar. 

Porque com o nosso amor eu aprendi que estar perto não tem nada ver com estar presente. Mas amor, para ser amor mesmo, às vezes também precisa ser corpo, além da alma. Precisa entrelaçar os dedos como se fosse fazer um laço. Precisa abraçar por trás garantindo segurança. Precisa se declarar pelos olhos. E pelo corpo. Com roupa ou sem. Com toques e chupões. Com arranhões e gemidos. Precisa de sussurros na porta do ouvido que garantam intensos arrepios. Precisa de mim e de você cara a cara; garantindo que o que a tela nos proporciona é ainda mais belo naturalmente. Sem conexões, sem pixels; só nós. É, não é fácil. As dificuldades é o castigo que separa alguns amores que insistem em sobreviver. Porque amor difícil, apesar de ser doído e dolorido, é um dos mais fortes e pacientes que existem. E outra coisa que eu aprendi com esse amor é que cultivar paciência é melhor do que perdê-la. Porque no fim das contas, quando a gente se encontrar, tudo irá  ter valido a pena. E tudo será paz, reciprocidade e prazer. E então a felicidade existe. E a alegria invade. E nossas almas se encontram. E as forças se renovam. Então vamos continuar com calmaria, sendo pacientes que já já a gente se encontra. E faz aquele amor gostoso. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Tudo bem, obrigado!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Utópico ou platônico?

"Todos os dias, deito a cabeça no travesseiro e penso na vida. Aonde quero chegar. A quem quero pertencer. E como. Muito além dessa história de propriedade privada, todo mundo quer alguém para chamar de lar. Para pertencer. Fazer parte. Fazer planos. Uma vida. A dois. A três, com cachorro. A quatro, cinco, com filhos. Prefiro um menino. Menina dá mais trabalho. Não pega mal, não é, sei lá, utópico ou platônico querer ser querido. Querer alguém que te trate bem, ou, de repente, traga flores, um chocolate, um pedacinho de abraço. Um beijo de tirar o fôlego ou com gostinho de sushi com cream cheese. É, digamos, saudável sentir saudade, sentir vontade. Amar. E o melhor de tudo, ser amado de volta.
Na maioria das vezes, a gente se acostuma com algo que é só meio bom, achando que o bom inteiro não existe. Como se o príncipe encantado não fosse aparecer num cavalo branco, ou que a Rapunzel tivesse feito undercut e deixado as tranças de lado. Mas olha, ainda existem corações loucos para sentir calor. Se você é um deles, quem te garante que não exista um outro, assim, por aí, perdido para encontrar teu olhar? A vida sempre cuida das pessoas de bom coração."

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Imaginar, planejar, querer, realizar!

"E se, só de brincadeira, a gente tirasse os pensamentos da cabeça como quem tira compras de uma sacola, o que será que sairia? Da minha, com toda certeza, uma porção de preocupações. Mas, apesar disso, me imagino repetidas vezes arrancando de lá bilhões, zilhões, se é que essa quantidade existe, de sonhos. De todos os tamanhos, formas, de variadas cores, de todos os aspectos, em diversos âmbitos, em cada cantinho do mundo, para mim, para os outros, para o planeta inteiro, até para os dinossauros, que nem estão aqui, mais.

É que este que vos fala tem como passatempo, sonhar. Imaginar. Querer. Desejar. É tão bom gastar as horas dos dias planejando como gastar um milhão de reais ou como conquistar um. É tão gostoso imaginar quais viagens a gente gostaria de fazer, para onde será a nossa lua de mel, aonde gostaríamos de estar daqui a uns 10, 20, 50 anos.

Engraçado mesmo é quando, no meio de um pensamento, a gente sente um arrepio. Daqueles que percorrem o corpo. Que tiram todos os pelinhos do corpo da zona de conforto. Aquele sentimento podia ser, no fim das contas, só uma forma do universo dizer: "Calma. Vou fazer isso acontecer"... Mas, quem sabe não é? Quem diria que não? Vou fingir, pelo menos, que acredito. Vai que as coisas mudam. Acontecem. Na verdade, independente do arrepio, elas vão. Disso, eu tenho certeza. E para muito, mas muito mesmo, infinitamente, melhor." 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O futuro é logo ali.

Sonho. Sonho mesmo. Muito, por sinal. Gasto as horas do meu dia, os dias da minha semana e cada segundo de intervalo, pensando no futuro. No que ainda está por vir. Sou o que chamam por aí de - sonhador profissional. Aquela criatura que precisa nadar, com todas as forças, contra a maré baixa que se instalou nos dias. Contra tudo que insiste em se estagnar, parar, não acontecer. Tudo que resolveu não vingar. Deposito, também, nas minhas sementes que lanço por aí, todos os dias, a esperança de que as árvores que ainda nem deram frutos, me alimentem, sobretudo a alma, amanhã ou depois, daqui a dois meses. Três anos. Levanto da cama, todo santo dia, porque o ontem não foi suficiente para realizar todas as minhas vontades. E, como não sou de ferro, porque me deixei cair em tentação esta madrugada: quis coisas novas. Coisas até já queridas antes, mas ainda assim, não realizadas. Talvez, este seja o mistério pelo qual ainda vivemos: queremos, a cada amanhecer, uma porção ainda maior de coisas do que as queridas no dia que passou. E enquanto realizamos alguns sonhos, sonhamos mais. A roda não para. Também, do que vale viver se não for para sonhar/alcançar?