Hoje queria abrir a porta da rua do meu corpo e ir embora. Assim, sem mala, sem cuia, sem nada. Sem olhar pra trás, batendo com as solas dos sapatos para não levar nem poeira. Hoje não queria mais a minha história, a nossa história, nem as minhas meias verdades, as mentiras inteiras, as dolorosas fantasias e os sonhos não realizados. Hoje eu queria dormir na estrada e acordar na chegada. Chegada numa morada nova, onde haja, sobretudo, felicidade. Hoje queria não ter acordado com saudade de você, como prometi pra mim mesmo ontem, antes de dormir, que faria. Queria não ter lembrado por, pelo menos uma vez, a cada hora ou em cada foto, em cada casal apaixonado ou declaração de amor, que eles, os ridículos, passaram o dia exibindo para o mundo. Às vezes, é tarde demais para te descontar tudo que ensinei sobre mim. Tudo que eu te ajudei a descobrir sobre como me fazer sorrir. Como me fazer feliz. Para ser sincero, nunca é possível passar uma borracha ou cobrir a tatuagem com teu nome no meu peito. Em minha pele. Mas, apesar de tudo que hoje pesa, o amanhã ainda é sempre um dia diferente. Um novo amanhecer. Uma nova realidade. Uma nova possibilidade de inventar ou escrever o final dessa minha história. Outro clímax. Mais um capítulo. Te juro hoje, assim como ontem, que vou te esquecer qualquer dia desses. Que não vou me lembrar de pensar em você. E vou, diferente do passado, ser feliz. Por completo. Regenerado das partes que você roubou de mim. E faça bom proveito. Esse peito é como fênix. Queima, mas renasce das cinzas. E as cicatrizes vão desaparecer com o tempo. Mas, mesmo que fiquem, nem elas vão me lembrar você.
AS PALAVRAS QUANDO TRANSFORMADAS EM FRASES ELAS TEM O PODER DE TOCAR NOSSOS CORAÇÕES, DE NOS DIVERTIR, DE NOS ENSINAR. FAÇA BOM APROVEITO DAS PALAVRAS.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Amanhecer.
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